26 de novembro de 2012

A jaqueta de motoqueiro completa 90 anos e segue como ícone da moda mundial

Marlon Brando em “O Selvagem”. James Dean andando de moto. Soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os Ramones, os Sex Pistols, Bruce Springsteen e as subculturas rock e punk como um todo. Até os dias de hoje, quando o modelo, com mais ou menos bolsos, mais ou menos zíperes, é revivido pela marca na concepção clássica de Saint Laurent, a camuflagem de Balmain e os nobres Berluti.

A jaqueta de couro de motoqueiro é um persistente ícone que completa 90 anos, mas não pretende sair de campo. Era 1928, quando Irving Schott, fundador com seu irmão Jack de sua marca homônima, desenhando um casaco de motociclistas para o distribuidor de Long Island da Harley Davidson teve a ideia de colocar, onde tradicionalmente iam os botões, um zíper. O novo modelo, batizado de Perfecto em homenagem ao charuto preferido do estilista, chegou ao mercado a um preço de 5,5 dólares e, em pouco tempo, tornou-se um líder cult.

Para exportar o mito ao mundo, antes do cinema, estava a Força Aérea dos Estados Unidos, que o encomendou para seus aviadores envolvidos na guerra mundial dos anos 41 a 45. Em 2013, Schott comemorou o século de atividade, este ano o modelo Perfecto apaga as 90 velas. Viva a jaqueta dos rebeldes!

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