26 de novembro de 2012

Ásia deixa de ser o paraíso do luxo

Consumo desacelerado, medidas anticorrupção na China, crises geopolíticas na Tailândia e especialmente em Hong Kong, a Meca do luxo.
Para os colossos do setor de luxo, a Ásia não é mais o paraíso dos anos 2010-2012.

O Grupo LVMH, líder mundial de produtos de luxo, proprietário de Louis Vuitton, Givenchy, dos perfumes Dior e Guerlain, dos relógios Tag Heuer e também das prestigiosas etiquetas de champanhe e conhaque, registrou uma queda de 3% nas vendas na Ásia (excluindo o Japão) no terceiro trimestre de 2014.

"Está acontecendo uma combinação rara de fenômenos econômicos, monetários e geopolíticos que têm impacto negativo no mercado Asiático. Pela primeira vez, nesse ano, o mercado do luxo na China continental está em baixa, indica um estudo da Bain & Company que prevê aumento de 2% em 2014, em taxas de câmbio atuais”, declara Arnaud Cadart, analista da CM-CIC Securities.

No momento, a maior pedra no sapato do luxo na Ásia é representada pela crise geopolítica em Hong Kong, conexão fundamental da relojoaria mundial e fortaleza do luxo em geral. Em épocas normais, o setor realiza entre 10 e 12% do seu giro de negócios na ex-colônia britânica, nada menos que quase 20% para grupos altamente ligados a relógios como Riquemont (Cartier, Van Cleef & Arpels...) e Swatch Group. Assim, até para o luxo, grandes empresas como a Cartier começam a falar em demissões. Mas a boa notícia aé que o mercado de luxo continua em em alta em outros mercados, inclusive na Europa.

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